Fina como a Margot
November 26, 2015 - Tags: Devaneios, Textos, Uncategorized

tumblr_mp271ijTrD1sus7e5o2_1280Sabe quando as coisas começam a ficar finas? Agora eu entendo a Margot de Cidades de Papel. Se sentir como um papel não era uma sensação que consegui compreender ao ler o livro de John Green. Mas nesse momento eu entendo.

Enquanto assisto meu ovo fritar penso em volta e não tem ninguém. Todos foram para algum lugar. É irônico como eles vão  logo depois do seu cobertor também ir. Agora que está descoberta, xuxu, não tem ninguém pra te dar nem um lençol.

Parto da teoria de que não tem como estar feliz com alguém se você não está feliz sem ninguém. Mas agora, hoje, enquanto os DVD’s da minha estante ficam finos até parecerem que vão voar com meu sopro, penso que, infelizmente, ter alguém ajuda muito as coisas a ficarem fixas sem voar com qualquer ventinho.

Estou fina como a Margot. Transparente e instável como água. Fina, vulnerável e fácil de rasgar como um papel.

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25 antes dos 25
November 10, 2015 - Tags: Uncategorized

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É, coleguinhas, em pouco mais de dois meses fará 10 anos da minha linda festa de debutante, na qual usei um lindo vestido vermelho, mais do que eu esperava de convidados furou e o DJ cagou tudo mas foi lindo. Vou fazer vinte e cinco anos e, embora já tenha me formado na faculdade, perdido a virgindade, experimentado drogas e arrumado um emprego onde tenho, além de plano de saúde, um plano odontológico, eu não me sinto adulta. Acho que isso faz parte, afinal, quase todos os “jovens adultos” que conheço tem esse sentimento, o que só comprova minha teoria de que os adultos são todos crianças vestidas de terno e gravata que a mãe empurrou obrigadas para uma festinha da escola. No nosso caso, a festinha da vida. Mas aí é assunto para outro texto.

Pois bem, farei 25 anos e a lista de coisas que eu gostaria de ter feito antes dessa idade é grande. ( Na verdade não tão grande assim porque penei para pensar em algumas coisas. Minha real lista grande é aquela de coisas que tenho para fazer antes de morrer, porque, vamos ser realistas, eu não vou conseguir ir para Inglaterra em 2 meses. Ainda mais com a crise – FORA PT! #sarcarm).

Como uma boa stalker de youtubers e blogueiras, conheci a tag 25 Antes dos 25, achei legal e bora fazer;

1.Fazer uma tatuagem

O problema é que desde que decidi, venho reparando muito que muita gente tem igual.

2. Terminar de escrever uma história

Em 2013 comecei uma, e desde então, não terminei.

3. Mostrar essa história para alguém

4. Começar a fazer uma atividade física

Não é nem para emagrecer – mentira –  mas sim porque morro de dores musculares. 

5. Fazer um piquenique com cesta – igual a do Zé Colméia – e toalha xadrez

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6. Terminar um livro em um final de semana

7. Acampar

8. Nadar pelada na praia – a noite

9. Arrasar em um karaokê

Escolher aquela música que eu sei que não desafino, encher a cara e deixar todo mundo pensando “Olha, só…quem diria.”

10. Fazer uma Road Trip

Vale bate e volta na praia? 

11. Tirar um passaporte

12. Imprimir minhas fotos

Sabe- se lá quando a revolução das máquinas vai começar.

13. Pegar uma cartinha de criança no Natal

Esperando que ela não peça uma geladeira. 

14. Abrir uma poupança

Com no mínimo R$ XXX por mês pra viajar (Orlando ou Reino Unido).

15. Ver o Por do sol

16. Manter o blog novo com 1 post por semana

Por pelo menos 1 mês, tenho que ser realista.

17. Fazer uma festa dos anos 80

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Meu sonho…

18. Ligar menos para o que os outros pensam

Em outras palavras, me libertar. 

19. Viajar com minha mamis

20. Gravar um vídeo e por no Youtube 

Ain, Xejus….

21. Me matricular em um curso livre

22. Dar PT                                        

Queria saber qual é a sensação de acordar e não saber o que fez na noite passada. Essa é a meta menos provável de ser atingida. 

23. Me matricular na aula de direção

Repare que escrevi “me matricular” apenas.

24. Dar um jantar para meus amigos onde cozinhe algo SOZINHA

Tadinhos…

25. Fazer algo coisa para/na minha casa

Pintar meu quarto, a sala, comprar um sofá ou mesa novos… – a coisa mais adulta da lista. 

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Álbuns bons de cabo a rabo – Pt. I
October 20, 2015 - Tags: Uncategorized

Ter um álbum bom não é tão simples como parece. Por mais que existem milhares de CDs com 3 singles supeeeer legais, um CD onde todas as faixas sejam ótimas e você não tem vontade de pular nenhuma é muito raro. Por isso resolvi criar essa lista dos melhores CDs, pra mim, que dá para escutar de cabo a rabo e não só colocar na faixa hit e depois tirar.

Katy Perry – One of the Boys (2008)

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O primeiro CD da Katy (como Perry) é , sem dúvida, o melhor . Quase todas as músicas dele são hits, os arranjos tem pouquíssima batida eletrônica, com guitarra, baixo e bateria. Katy e a produção conseguiram fazer pop com uma pitadinha só de rock. As melhores: One of the Boys, Hot n Cold, Fingerprint, Wake up in Vegas, Self Inflicted e I Kissed a Girl.

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HAIM – Days are Gone (2013)

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Detestei HAIM as primeiras vezes que ouvi, mas depois de ler tantas críticas dizendo que elas trouxeram o clima 80’s de volta, fiquei curiosa e resolvi ouvir o álbum inteiro. Adorei.  As três irmãs fazem um pop com influência 70’s e 80’s  que é muito delicinha. Mesmo sendo ruins ao vivo, o CD foi muito bem produzido.  Com a emocionante Falling, o disco vai para Forever e depois se anima todo com The wire. A partir daí não dá mais pra parar de ouvir. Destaque pra minha preferida Let me Go.

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The Horrors – Luminous (2014)

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O que falar dessa banda que conheço só há 1 ano e já considero pacas?

The Horrors começou a carreira fazendo um punk gritado e, como se quisessem tocar a evolução dele, foram aos pouquinhos para o pós punk. Nesse CD as influências de bandas como The Cure, Echo and the Bunnyman e Joy Division são claras. O disco Luminous trouxe hits como “So Now you Know“, mas nem precisa ir muito longe dela pra já sacar que os caras sabem compor uma melodia de qualidade. Com um “rock dark moderno” a banda conquista logo na primeira faixa e vai que vai. Destaque para: TODAS!

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Within Temptation – Mother Earth (2000)

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Quando mais nova (tipo 12 anos) eu coloca esse CD e não pulava nenhuma música ( até mesmo porque tinha que ir até o rádio e apertar um botão enquanto eu estava no quarto no andar de cima). Essa banda de Metal Sinfônico compôs um CD conceitual no qual o tema é a Mãe Terra, nele as letras são um desabafo da Terra para os humanos e, meu Deus, é foda! Apesar de hoje não fazer mais o meu estilo de música preferido, ouvir corais e orquestras com guitarras pesadas com os vocais suaves da vocalista Sharon cantando raivosa ainda é emocionante!

As letras formam uma história cronológica e o CD cresce de uma forma perfeita. <3

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=ae5vOMxR_ao&w=420&h=315]

Marcelo Jeneci – De Graça (2013)

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O responsável a me fazer entender que é possível amar música em português, Marcelo Jeneci, chutou a porta da música brasileira com seu 2º álbum “De Graça“. Misturando piano, guitarra, sintetizador e bateria com um MPB pop rock, o CD é uma sequência de músicas características que vai fazer você cantar no chuveiro pra sempre. Abrindo com a Alento (música ótima pra quem está numa foça e precisa de força), o CD só faz crescer com o forrozinho “De Graça“, a melancólica e linda “Tudo bem tanto faz”  e depois anima com a dançante “Nada a ver” .

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Faith no More – The Real Thing (1989)

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O maior exemplo de que álbum de estreia acaba, às vezes, sendo o melhor da banda é o The Real Thing do Faith no More. Problema é que não é exatamente o 1º da banda, mas sim o álbum de estreia do vocalista Mike Patton. Mas considero o 1º porque foi a partir dele que a banda explodiu de vez e criou a sua identidade (ou falta dela, já que todos os CDs seguintes foram completamente diferentes um do outro?). Anyway, esse CD é perfeito. Começa com a fodástica “From Out Of Nowhere“, indo para o hit clássico “Epic”, até encerrar com a baladinha “romântica”  – só que não porque é sobre um pedófilo – “Edge Of The World”.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=oOOmfR9576A&w=420&h=315]

[Continua…]

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A hora de sair do armário
September 22, 2015 - Tags: Uncategorized

A primeira vez que ouvi a palavra depressão foi quando minha prima resolveu se deitar no carpete do seu quarto, com a barriga para baixo e com as mãos apoiadas no braço olhando para o nada. Eu, com 8 anos,  fui até ela e perguntei o que ela tinha e ela disse “estou com depressão”. Vendo que fiquei sem entender, ela continuou “é uma doença. Estou triste”. Entendi menos ainda. Como alguém querer ficar no chão do quarto, deitada, olhando para o nada enquanto todas as outras crianças brincavam no andar de baixo poderia ser doença? Como ficar triste pode ser uma doença? Confusa, fui até minha tia e disse “A Samanta disse que está com depressão”, no que ela respondeu “A Samanta está com frescura”. E sim, a Samanta provavelmente estava com frescura. Esse foi meu primeiro contato com esse pequeno problema que vem me fazendo gastar dinheiro com consultas e remédios até hoje.

A depressão tem um problema muito incômodo pra mim, que é o seguinte: as pessoas que têm, e não sabem que tem, sabem que há algo de errado com elas, mas acham que é algo que podem controlar e quando não conseguem se odeiam por isso. Por terem se tornado uma pessoa pessimista, mal humorada, raivosa, que afasta todo mundo. E enquanto todo mundo no trabalho ou na escola comenta pelas suas costas “Como fulano é carrancudo”, o fulano chega em casa, deita e chora antes de pegar no sono, sem saber exatamente o motivo.

Já as pessoas que tem e sabem que tem, são julgadas por falaram que tem depressão e ousar viver. Parece que a partir de então a pessoa não pode mais sair de casa, sorrir, viajar, namorar. Porque depressão, pra muita gente, é você ficar na cama sem tomar banho. O que acontece é que esse cenário já é o fundo do posso. Na verdade, quem tem depressão pode muito bem ter uma vida. Um milionário pode ter depressão e ainda querer trabalhar mais para encher cu de dinheiro e comprar carros caros, ué.

E como se algo estivesse entalado na minha garganta de uns tempos pra cá, resolvi sair do armário e falar abertamente: eu tenho depressão.

Me dei conta de que tinha algo errado muitos anos atrás, a idade e os eventos que desencadearam não convém, mas convém dizer que foi quando acordava com os olhos igual os de desenho animados quando tiram os óculos: um pontinho. Inchados de tanto chorar na noite anterior. Perceberam, claro, e me levaram para uma psicóloga. A profissional disse logo na segunda consulta que eu estava com depressão, e como em um passe de mágica, como se ouvir que eu tinha aquela coisa famosa fosse um remédio milagroso, eu melhorei. Um peso havia saído das minhas costas. Não fui mais na psicóloga e tudo ficou bem. Só que não.

Hoje já foram mais de 5 psicólogas (algumas tão ruins que me dá vontade de chorar) e 3 psiquiatras. Não é fácil. Alguns psicólogos me mandaram ir em um hospital ver crianças com câncer para eu perceber que minha vida não é tão ruim assim. (poxa, obrigada, hein!), e outros psiquiatras nem me olharam na cara, só me receitaram remédio.

Para matar a curiosidade: nos meus dias ruins, a depressão faz você ter certeza que está na merda e também ter a certeza fixa de que todo mundo também está na merda. Ao longo dos anos pequenos eventos se sucedem e esses eventos te derrubam e você cai com mais força do que outras pessoas cairiam e demora para se levantar com mais lentidão do que outras pessoas demorariam.

Cheguei a descrever o seguinte para uma colega de trabalho que também tem depressão e ela concordou com entusiasmo: “Somos como uma torre de janga. Estamos nos equilibrando lindamente, mas quando um bloquinho só é retirado ou mudado de lugar, desmoronamos.”

Escrevo esse texto quase sem revisão só para poder me libertar e dizer para as pessoas que conhecem alguém que tenha depressão que não olhe torto pra ela. Perdi a conta das vezes que escondi que tinha uma consulta no psicólogo ou no psiquiatra por vergonha do que fossem pensar. Naqueles dias em que estou de mau humor, por exemplo, poderiam ficar com pena e comentar “ah, tadinha. É a depressão.”. E pode ser que seja sim, mas pode ser que eu só esteja de mau humor.

Só sei que ainda estou tentando entender o que se passa. Houve um tempo em que eu mesma pensei que era frescura. Só mais um traço da minha personalidade, mas foi com a terapia que descobri que eu não era aquilo que era quando estava mal. A depressão apenas me impede de ser o que eu realmente sou. Na verdade, nunca recebi um diagnóstico claro. Não sei ainda se tenho depressão devido a ansiedade ou se tenho ansiedade devido a depressão. Mas sei que já perdi um emprego por faltar muito por causa dos ataques de ansiedade. Sei também que pra gente como a gente, um corte é quase uma amputação.

Gosto de pensar que minhas mudanças de humor, irritabilidade, raiva, sensibilidade e fadiga, eventualmente, quase todo mundo tem. E que nem tudo de ruim que sou e faço é culpa dela. Mas também me alivia pensar que, vez ou outra, eu não passo o dia na cama por preguiça. Às vezes é mais forte do que eu.

Não vou mentir, depressão parece cool. Vemos nos filmes, nos livros, nas séries uma romantização sem tamanho da coisa. Mas se pudesse escolher, não teria. Mas, já que tenho, leio livros engraçados de pessoas que têm para me sentir menos  idiota. É claro que não funciona.

Gosto de dizer também que é uma fase. Na verdade, prefiro pensar que é uma fase. É uma doença e como tal, um dia ela deverá ser curada. Porém, em momentos mais embaçados, a força não vem e tudo o que a gente pede para a pessoa na nossa frente durante uma sessão de terapia é que ela só nos ajude a conviver com ela. Creio que para algumas pessoas ela nunca irá embora, sei lá porque. Pode ser por inúmeros motivos: algumas pessoas são melancólicas por si só, algumas pessoas não tem medo de abraçar seu lado mais “obscuros”, algumas pessoas acham normal pensar em algo negativo todo dia sempre que chegar em casa. Essas pessoas sempre terão, e conseguirão, ter uma boa vida. Já outras, que não aguentam, podem passar a vida lutando ou simplesmente fazê-la passar como um sopro de alívio. Ainda estou tentando descobrir qual eu sou.

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Você tem ZERO lembranças
September 16, 2015 - Tags: Uncategorized

Vicei no Snapchat, e como não poderia ser diferente o motivo é esse: eu adoro ver a vida dos outros, sim! Por essa razão, amo youtubers (principalmente aqueles que colocam o meu tipo favorito de vídeo: o daily vlog). E pode me chamar de fuxiqueira, a verdade é que passo longe disso. Não gosto de falar da vida dos outros, mas gosto de saber da vida dos outros – se eles quiserem falar, claro.

Meu namorado acha isso, nas palavras dele, “estranho”, mas sei que quando ele me vê assistindo um vlog de uma youtuber mostrando seus produtos favoritos do mês, ou viajando com a família, ele pensa que sou uma aberração. Mas tudo bem, a verdade é que quase não tem explicação mesmo.

A grande graça em ver a vida dos outros na internet, é ver que aquelas pessoinhas bonitinhas, inteligentinhas e engraçadinhas têm uma vida quase igual a minha. Com exceção de que elas ganham dinheiro gravando aquilo, e eu não. Sei que o que é mostrado ali não é verdade, que ninguém faz uma festa todo sábado, ou tem uma noite de pizza com os amigos em dia de semana, ou consegue comprar maquiagem da MAC e roupa da Zara todo mês. Mas tirando tudo isso, coisas que para mim e muita gente são impossíveis de serem feitas, eu foco naquela parte onde a pessoa grava vídeo de pijama,  fala que está mesmo com o cabelo sujo, quando o cachorro começa a latir de fundo ou a câmera cai do suporte quando a pessoa que estava gravando no carro breca de um jeito brusco. Essas sim são minhas partes favoritas.

Mas aí veio o Snapchat e eu penso que ele alimenta meu vício de uma maneira um pouco estranha. São vários vídeos despejados de hora em hora ao longo do dia no seu celular que serão apagados em 24 horas. Ou seja,  me sinto quase na obrigação de checar o aplicativo quase o tempo todo, com medo de perder alguma coisa legal.

O problema é que além de diminuir meu tempo produtivo na vida, não posso separar um tempo do final do meu dia para ver os snaps todos, como faço com o youtube, afinal, muitos já se foram espaço afora! Bye, bye. Foi então que um pequeno desespero apareceu em mim, aqueles vídeos foram apagados do universo!

Claro que você tem a opção de salvar um vídeo ou foto sua até o momento de serem apagados (1 dia depois), mas acontece que às vezes a gente não se dá conta de que vamos querer ver aquela filmagem depois em 24 horas. Me dei conta disso depois que viajei pela primeira vez para o Rio de Janeiro e gravei vários snapchats e não salvei, porque no momento me pareciam só bobagens. Acontece que perdi tempo gravando os snaps e não filmei nada na minha câmera, ou seja: quase não tenho lembranças daquela viagem.

Levando isso em uma escala maior, se não soubermos usar as ferramentas que temos e teremos, vamos acabar sem lembranças. E não estou falando de fotos e vídeos, mas lembranças na mente mesmo. Quem já passou um show inteiro filmando a banda e esqueceu de ver o espetáculo com os próprios olhos , sabe do que estou falando. Gravar distrai, e ninguém aproveita o momento por completo quando está com uma câmera na mão.

Esse imediatismo de consumo e” deletação” (alerta de palavra nova!) de conteúdo me pareceu preocupante. Apesar de ser muito divertido, o aplicativo é  mais uma representação de que estamos consumindo conteúdos picados sem parar e não guardamos nada deles. Acabam sendo deletados da nossa cabeça, e o pior, com direito a contagem regressiva para a exclusão.

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