A galesa que faz pop sincerão: Marina and the Diamonds
November 14, 2015 - Tags: Arte, Música

Marina-2  Vamos falar de gostosuras? Vaaamooos!

Marina Lambrini Diamandis veio lá da Grécia, tem uma voz grave e rouca deliciosa e seu novo álbum, Froot, é a prova de que cantora pop não precisa de ajuda de compositor e produtor para manjar das batidas. Como diz o quadro abaixo, roubado especialmente do site G1, nesse novo CD ela fez questão de provar que é capaz. E a moça é MUITO capaz!  Tão capaz que Froot é, até agora, seu melhor álbum.

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A moça de 30 anos compôs Froot quando notou que não queria mais depender de produtores para compor suas batidas, na mesma época em que percebeu que a depressão não fazia parte de sua personalidade e que ela – viva! –  estava melhorando!

E por que será que Marina and The Diamonds  consquistou a mim e minhas amigas e é diferente das cantoras pops de hoje?  Simples, Marina ainda está naquela fase onde quer e consegue fazer o som que gosta (assim como Katy Perry no seu 1º CD). Mas nem tudo é rosa, seus primeiros álbuns não foram assim, e se prestar atenção, as músicas parecem uma cópia do que já estava por aí. Não dizendo, de novo, que o som dela hoje é inovador. Não é, mas dá pra sacar que é sincero, e cara, eu gosto de sinceridade na música. Dá pra sentir quando a mocinha e o mocinho não compuseram uma frase sequer na letra e não tiveram nem um dedinho na escolha de uma nota ou  arranjo.

As cantoras que Marina ouvia estão bem presentes nas suas composições e linhas vocais. Fiona Apple está ali em músicas como Robot e Obsessions, Madonna em Shampain e Primadonna, e Courtney Love e Shirley Manson (do Garbage ) em E.V.O.L (ouso até dizer que essa música tem um Q de Personal Jesus do Depeche Mode. Ouçam e me digam aí nos comentários).

Além das letras inteligentes, a voz  importa  mais do que o arranjo em algumas músicas. E não vou mentir, certas canções de Marina,  ouço mesmo por causa da voz e não devido ao refrão chiclete. Essa morena linda tem um timbre tão poderoso e cheio de sentimentos que fico impossibilitada de desacreditar que ela realmente não quer dizer o que está saindo pela sua boca. É prazerosa a maneira como ela casa rouquidão, técnica soprano, vibrato excessivo e grave de um jeito que me faz esperar qual será a próxima nota e melodia que vai usar no refrão.

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E agora? Quer conhecer Marina? Vem na minha!

Comece bem com seu 1º CD, “The Family Jewels” – 2010. O álbum, nas palavras dela, é uma mistura de estilo e sons experimentais. Ouça Shampain pra já sair dançando logo ( a música totalmente 80’s que me conquistou de primeira).

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=-vHi83LTQjU&w=560&h=315]

Depois passe para Robot e seja feliz com o restante.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=S_oMD6-6q5Y&w=420&h=315]

Espere até o refrão.

Para um pop dark (aviso de invenção de um novo estilo!) vai logo ouvir “Froot” – 2015

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=WZzcY7ASQno&w=560&h=315]

Se essa música não é poder:

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=rxaTAFXgykU&w=560&h=315]

Quem quiser cair de boca num POPPOP, vá para seu 2º  CD, 2012, “Electra Heart”. Álbum conceitual onde Marina discorre sobre o tema de ser adolescente. A moça fez tão direitinho que até criou uma personagem para contar a vida das jovens  na sociedade americana.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=o3Rp_0hoNTY&w=560&h=315]

 Agora vai logo baixar a discografia!

 

 

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